• Canal Saúde - Fiocruz
  • atalho para menu o principal desta página
  • atalho para a busca de vídeos desta página
  • atalho para o conteúdo desta página
  • atalho para os destaques desta página
  • Congresso de Saúde Pública no Paraná recebe oficina do Canal Saúde

    29/07/2016

    Atividade debateu como a comunicação pode auxiliar na relação entre profissionais de saúde e usuários do SUS



    (por Nicole Leão - Mobilização/Canal Saúde)

     

    O Canal Saúde realizou na quinta-feira (28/07), em parceria com a Assessoria de Comunicação da Secretaria da Saúde do Paraná (SESA), mais uma edição da sua oficina de Comunicação e Saúde, desta vez no litoral do Paraná. A atividade fez parte do 3º Congresso Paranaense de Saúde Pública , promovido pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (INESCO) em parceria com a Escola de Saúde Pública  da SESA, no Campus Litoral da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no município de Matinhos (PR).

     

    Ao todo, 27 pessoas participaram, entre agentes comunitários de saúde, profissionais e estudantes da área. Pela manhã, a superintendente do Canal Saúde, Marcia Correa e Castro, abriu a oficina apresentando o Canal Saúde. Logo em seguida, a coordenadora de comunicação da SESA, Quitéria Neves, falou sobre o trabalho da assessoria na Secretaria de Saúde do Estado, e destacou a necessidade de se adaptar a linguagem utilizada em cada ação de comunicação em saúde a um público-alvo específico.

     

    Na parte da manhã, o debate teve como foco a comunicação como espaço de construção de sentidos e  verdades e como processo contínuo de diálogo em rede. Os participantes foram orientados a aplicar os princípios (universalidade, equidade e integralidade) e as diretrizes (descentralização, hierarquização e participação popular) do Sistema Único de Saúde (SUS) também nas ações de comunicação relacionadas à saúde.

     

    Saúde: tema que não sai da mídia

     

    Na parte da tarde, Quitéria fez uma exposição sobre a relação entre saúde pública e mídia, e debateu com os participantes o cenário, frequentemente propagado pela mídia, de que há "um caos na saúde pública brasileira". As possibilidades e os desafios criados pelo crescimento das redes sociais também tiveram espaço na discussão. A parte final da oficina foi ocupada por um exercício: os participantes de dividiram em grupos e elaboraram o escopo de planos de comunicação para combater situações-problemas vividas na rotina dos profissionais de saúde.

     

    Comunicação como instrumento de trabalho na saúde

     

    Segundo Quitéria, o grande mérito desta oficina de Comunicação e Saúde foi ensinar os participantes a usarem constantemente as ações comunicacionais como ferramentas de trabalho. "Para o profissional de saúde, parece que a comunicação está fora da sua atividade. A oficina é o espaço para que as pessoas entendam o papel da comunicação, e possam usar isso de forma mais eficiente", explica.

     

    Joseane Amaral, que é agente comunitária de saúde no município de Wenceslau Braz (PR), concorda, e diz que o conteúdo recebido vai ajudar no seu trabalho. "Informação sempre ajuda. Na oficina, vimos que tudo tem a forma de falar. Se você falar a mesma coisa, mas de forma errada, não vai ter o mesmo resultado. Isso a gente vai aprendendo", comenta. Ela elogiou o ritmo e a dinâmica da atividade. "Nós viemos de longe e chegamos de madrugada. Imaginamos que estaríamos muito cansadas hoje, mas foi animado e interessante, isso que é importante", conclui. 

     

    Para a superintendente do  Canal Saúde, Marcia Correa e Castro, que ministrou a oficina, o perfil dos participantes contribuiu para o enriquecimento do debate. "O mais interessante  é que foi um público formado majoritariamente por agentes comunitários de saúde, o que nos permitiu abordar a comunicação mais diretamente na relação do profissional com o usuário do SUS -  uma perspectiva não comumente abordada nesse tipo de oficina", explicou.

     

    Sobre o Congresso

    O 3º Congresso Paranaense de Saúde Pública ocorre de 27 a 30 de julho de 2016, e tem como tema central "Novos olhares para a saúde". O evento, que busca  contribuir para a expansão e qualificação da saúde pública no Paraná, é voltado a profissionais e dirigentes que atuam nos diversos serviços de saúde, professores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação em saúde, conselheiros de saúde, líderes e dirigentes de entidades e movimentos comunitários de saúde.

     

    Além de conferências, lançamentos de publicações, encontros, rodas de debate e painéis, nos dias 27 e 28 foram realizadas 56 oficinas em diversas áreas da saúde. A extensa programação inclui ainda a 2ª Mostra Paranaense de Projetos de Pesquisa para o SUS, com pôsteres dialogados e comunicações coordenadas em vários eixos temáticos, como formação em saúde, políticas públicas, gestão em saúde, vigilância, redes de atenção, tecnologias do cuidado, entre outros. Durante o Congresso 475 trabalhos científicos concorrem  ao 1º Prêmio Inova Saúde Paraná , que busca estimular a produção de pesquisas científicas de caráter inovador e a troca de experiências.

     

     

     

     

     

    Canal Saúde promove oficina 'Um canal de TV para o SUS' na Semana de Comunicação da Fiocruz

    26/07/2016

    Evento teve o objetivo de abrir as discussões sobre a criação de um conselho curador para a emissora



    
    

    (por Gabriel Cavalcanti da Fonseca/ Ascom Canal Saúde)

     

    O Canal Saúde realizou a oficina 'Um Canal de TV para o SUS', nesta terça-feira (26/07), dentro da Semana de Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O evento, que teve como objetivo iniciar as discussões sobre a criação de um conselho curador para a emissora, aconteceu no auditório do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) e reuniu diversas entidades e representantes dos mais variados segmentos da sociedade.  

     

    A criação de um conselho para a emissora é uma demanda antiga do próprio Canal e recentemente tornou-se uma exigência, com sua entrada na TV aberta digital na multiprogramação da TV Brasil, no canal 2.4, no Rio de Janeiro e em Brasília, e no 3.4, em São Paulo.

     

    A discussão foi aberta pela superintendente do Canal Saúde, Márcia Corrêa e Castro, que explicou o objetivo do encontro. Ela deixou clara a importância da criação de um conselho para o Canal Saúde justificando que ele "é uma emissora do Sistema Único de Saúde (SUS), e que para ser realmente um canal do SUS ele precisa de um conselho que represente os interesses da sociedade." A proposta da oficina foi realizar uma discussão livre, orientada pelos pontos de qual deveria ser o caráter de conselho, o objeto dele, sua composição e como se chegaria à escolha de seus membros.  O superintendente do Canal Saúde, Arlindo Fábio Gómez de Sousa, ressaltou a importância do comprometimento dos futuros conselheiros. Para ele, o Canal Saúde tem um compromisso político e a formação de um conselho faz parte desse pacto. "Construindo cidadania não está no nosso slogan de graça. É um compromisso político e queremos um conselho que nos diga quando estivermos nos desviando da nossa missão por algum motivo", afirmou.

     

    O superintendente disse ainda que as representações no futuro conselho devem ser corresponsáveis pelo projeto.

     

    Para ajudar a balizar a discussão, a presidenta do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Rita Freire, explicou as funções e a importância do conselho presidido por ela para institucionalizar e fazer a defesa da Empresa Brasil de Comunicação. Ela ressaltou a relevância da representatividade da sociedade civil na formação do órgão e falou da importância do sentimento de pertencimento.

     

    Também com o intuito de fundamentar o debate, o coordenador de Comunicação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ederson Marques, explicou o funcionamento do CNS e destacou o fato de que a formação de um conselho dá mais força à participação política do cidadão. Ele detalhou ainda o funcionamento do controle social na área da saúde e falou sobre o papel de ouvidoria e de ombudsman que podem caber a um conselho.

     

    Próximos passos

     

    Com base na maioria das propostas ficou estabelecido que o conselho ideal para o Canal Saúde seria de caráter deliberativo e consultivo, que ele influenciaria a programação e a linha editorial da emissora, que seria garantida ampla representatividade dos setores da sociedade, em especial aqueles representativos do SUS, e que o foco deveria ser mantido no Sistema Único de Saúde. Foi levantada ainda a necessidade de articulação com o Conselho Curador da EBC e com o Conselho Nacional de Saúde e foi feita a proposta da realização de uma nova oficina coordenada pelo Canal Saúde e CNS, com colaboração da Fiocruz.

     

    Participaram da oficina a Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional), a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a Associação Brasileira Rede Unida, a Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), o Conselho Federal de Farmácia (CFF), o Conselho Federal de Psicologia (CFP), o Conselho Nacional de Saúde (CNS), a Cooperativa de Trabalho de Produção de Audiovisual em Saúde, Saneamento e Meio Ambiente (Coopas), a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), o Fórum Social de Manguinhos (FSM), o Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação, a Organização Nacional de Entidades de Deficientes Físicos (ONEDEF), a Rede Lai Lai Apejo e integrantes de diversas unidades, das regionais e de projetos da Fiocruz.

     

    Mais informações: Assessoria de Comunicação – Canal Saúde/Fiocruz/Ministério da Saúde

    Gabriel Cavalcanti da Fonseca – 21 3194-7743

    gabrielcfonseca@gmail.com

     

    Coordenação: Ana Cristina Figueira

    Fiocruz debate comunicação pública e democracia no Brasil

    26/07/2016

    Primeiro dia da Semana de Comunicação foi palco do seminário 'Comunicação Pública - Construção e Impasses'



    (por André Costa, César Guerra Chevrand, Claudio Oliveira e Renata Moehlecke, da Agência Fiocruz de Notícias)
     
    “Esse seminário ocorre em um momento muito grave do nosso contexto político e, ao mesmo tempo, prepara uma revisão da Política de Comunicação da nossa instituição pautada pelo conceito de comunicação pública”, destacou a vice-presidente de Ensino, Comunicação e Informação da Fundação, Nísia Trindade, na mesa de abertura da Semana de Comunicação da Fiocruz, que ocorre de 25 a 29 de julho. “Este não é um evento isolado e certamente o debate aqui vai contribuir muito para reflexão que todos na Fiocruz vão poder realizar”.
     
    Segundo Nísia, o evento coloca em pauta a Comunicação, tema fundamental atualmente para se pensar a democracia no Brasil. A proposta é que a semana de debates auxilie na construção coletiva de uma Política de Comunicação institucional. “Nossa ideia é que essa discussão vá a uma consulta pública na comunidade Fiocruz e, depois, para o nosso Conselho Deliberativo. Também o Conselho Superior será chamado a discutir esse tema como um tema de grande prioridade institucional”, afirmou. Ela ainda acrescentou: “Essa Política de Comunicação está associada a outras políticas que estão sendo instituídas na Fiocruz, com o propósito da democratização da informação, de ter uma comunicação pública e cidadã. Dentre essas políticas, está a de Acesso Aberto, que foi instituída no início de 2015”.
     
    Logo após a mesa de abertura, a primeira atividade da semana foi a mesa-redonda Comunicação Pública: construção e impasses, que reuniu o coordenador do Programa Radis Fiocruz, Rogério Lanes, o vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), Rodrigo Murtinho, a deputada do PT/MG Margarida Salomão e o integrante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação Israel Vale. Os especialistas defenderam a importância da comunicação pública na construção de sociedades democráticas.
     
    A mesa foi aberta pela professora de linguística Margarida Salomão. Eleita deputada federal pelo PT em Minas Gerais, ela destacou a relação direta entre a expansão da comunicação humana e a democracia, e deu exemplos de como a comunicação foi utilizada para moldar o imaginário popular construindo apoio para temas políticos. “A intervenção da Casa Branca em Hollywood após a 1ª Guerra Mundial mostra que, já naquele tempo, os norte-americanos entendiam a importância da TV e do cinema”.
    Comentando a situação brasileira, a deputada lamentou o oligopólio na comunicação, a dificuldade em tratar o tema no congresso e alertou sobre possíveis retrocessos. “A mídia criou um ambiente propício para o impeachment da presidenta Dilma Rousseff com a profusão de notícias negativas sobre o governo. E também manipula informações, como no caso da pesquisa do Datafolha recentemente publicada pela Folha de S. Paulo”. A professora descreveu o congresso como obscurantista e conservador, e apontou uma série de avanços na comunicação que estão em risco, um deles, seria o Marco Civil da Internet. “ A CPI dos crimes cibernéticos, a pretexto de evitar atividades criminosas, põe em risco o direito à privacidade”, apontou.
     
    Na sequência do debate, o jornalista Israel do Vale falou sobre a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e as dificuldades encontradas pelas TVs públicas no Brasil. Segundo ele, a tentativa de interferência no processo eleitoral da EBC/TV Brasil fere não só a liberdade de imprensa, mas também a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estabelece que todo ser humano tem o direito de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios. O jornalista destacou ainda as dificuldades encontradas por aqueles que procuram debater sobre a comunicação no Brasil. “Sonho com o dia em que a comunicação pública será discutida nos botecos. O que vemos é uma mídia comprometida com os interesses de uma elite que não permite que outros tenham direitos”.
     
    A mesa foi fechada por Rodrigo Murtinho, vice-diretor de comunicação e informação do Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Murtinho apresentou dados de uma pesquisa elaborada pela Fundação Perseu Abramo em 2013. O estudo mostra que 60,2% da população acreditam que as emissoras de TV são empresas de propriedade privada como qualquer outro negócio. Ou seja: desconhecem que, na verdade, trata-se de concessões públicas. “A maioria da população desconhece o Art. 223 da Constituição Federal, que determina a competência do Poder Executivo para outorgar e renovar concessão, permissão e autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal. A radiodifusão no Brasil é comercial, concentrada nas mãos de poucos e está diretamente ligada à publicidade. As emissoras públicas acabam tendo um papel marginal”.
     
    Segundo Murtinho, a legislação brasileira sobre o assunto é uma colcha de retalhos que inclui leis que vão da década de 1930 a 2007, porém, o pesquisador vê como positivas as propostas referentes à comunicação formuladas nas conferências nacionais de saúde. “De forma geral, buscam a democratização dos meios de comunicação, a ampliação de vozes e o controle social da propaganda de produtos nocivos à saúde”.
     
    Ao fim do seminário, os participantes lembraram da dificuldade enfrentada por aqueles que desejam debater comunicação no país. “Nada pode impedir a realização de um debate, mas é o que faz a grande mídia quando classifica como censura qualquer tentativa de debate. A verdade é que, de certa forma, vivemos em estado de censura”, disse Israel Vale.
     
    Saúde Amanhã
     
    A parte da manhã foi encerrada com o lançamento do novo portal do projeto Saúde Amanhã, realizado pelo Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz (Icict/Fiocruz) e lançado no último domingo (24/7). O projeto visa ter papel estratégico na saúde brasileira, desenvolvendo estudos prospectivos que identifiquem cenários possíveis para o sistema de saúde nacional pelos próximos 30 anos.
     
    Segundo Bel Levy, uma das responsáveis pelo site, todo mês o portal reunirá diversas referências sobre um tema específico, mirando públicos que vão da academia a cidadãos, passando pelo poder público. “Este projeto põe a Fiocruz cumprindo seu papel de instituição estratégica de estado. Ele é norteado sempre por um olhar de longo prazo”, disse o diretor do Icict/Fiocruz, Umberto Trigueiros. Além do novo portal, o projeto agora conta também com uma página no Facebook e com um perfil no Twitter.
     
    Documentário "Freenet?"
     
    A exibição do documentário Freenet?, no auditório do Museu da Vida, também foi um dos destaques da programação do primeiro dia da Semana de Comunicação. O filme colaborativo questiona a liberdade e a privacidade na rede mundial de computadores, a partir de entrevistas com usuários e ativistas do Brasil e do mundo.
    Discutindo o acesso à internet como um direito democrático, o documentário reúne imagens de arquivo e entrevistas inéditas sobre o tema. O longa é uma realização de quatro entidades brasileiras comprometidas com o debate de liberdade e defesa de direitos na internet: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas (CTS/FGV), Instituto Nupef e Intervozes.
     
    Na mesa de debates, a coordenadora do Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação, Veridiana Alimonti, afirmou que o filme é uma iniciativa “complexa e ousada” no sentido de resumir em uma hora e meia as disputas entre os interesses econômicos de um lado e a garantia de direitos do outro. Diretor do Icict/Fiocruz, Umberto Trigueiros ressaltou a importância do filme para rediscutir conceitos como privacidade e inclusão social na era digital. “A internet hoje é um meio vital para o acesso à informação, à educação, à saúde e aos serviços públicos”, concluiu.