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  • Participantes de Pré-Conferência defendem direito à comunicação e à saúde

    06/04/2017

    A defesa do direito à comunicação e o fortalecimento do SUS foram algumas das questões discutidas durante a Pré-Conferência Livre de Comunicação e Saúde, realizada pela Fiocruz.



    (por Mônica Mourão)

     

    A defesa do direito à comunicação, o fortalecimento do SUS e a importância de se incluir nos debates sobre as políticas de comunicação e saúde as populações mais vulneráveis foram algumas das questões discutidas nesta quinta, 05/04, durante a Pré-Conferência Livre de Comunicação e Saúde realizada pela Fiocruz.

     

    Com participação aberta à sociedade, o encontro contou com a presença de representantes de conselhos de saúde, organizações não governamentais, movimentos sociais, universidades, comunicadores e jornalistas, além de trabalhadoras e trabalhadores da Fiocruz.

     

    Essa foi uma etapa preparatória para a I Conferência Livre de Comunicação em Saúde, que acontecerá de 18 a 20 de abril, em Brasília. O processo de aprovação e organização da Conferência foi apresentado pelo conselheiro nacional de saúde Fernando Pigatto. Além disso, foi realizado o lançamento da Política de Comunicação da Fiocruz, com a presença da presidente da Fundação, Nísia Trindade. Décadas de práticas e reflexões sobre comunicação em saúde na Fiocruz foram agora organizadas em diretrizes que devem ser seguidas pela presidência, profissionais e estudantes de comunicação e todas as unidades da Fiocruz.

     

    A Pré-Conferência contou também com uma mesa de debates. O direito à comunicação, ao acesso à informação e à voz foram a tônica da fala da pesquisadora Inesita Araújo, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz). Para isso, segundo ela, é preciso que se instale outra ordem de comunicação, tendo como princípio a equidade. "A comunicação chapa branca é a coisa mais desastrosa que existe", afirmou.  Para a pesquisadora, a Fiocruz tem uma grande responsabilidade na garantia desse direito. "Se nós não caminharmos nessa direção, quem vai caminhar?", provocou. 

     

    A jornalista e representante do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Bia Barbosa, também defendeu o direito humano à comunicação e atualizou os participantes sobre a agenda do Congresso Nacional e do executivo federal em relação ao tema, com projetos de lei que representam retrocessos em relação à privacidade na internet e a perda do caráter público da Empresa Brasil de Comunicação. "A comunicação como direito requer que sejam elaboradas políticas públicas para o setor", defendeu. Bia lembrou ainda que a disputa de ideias através da veiculação de conteúdos via internet é insuficiente, visto que apenas 50% da população brasileira está conectada.

     

    Diego Francisco, jornalista e ativista, jovem negro morador do Morro do Borel, trouxe a voz dos usuários do SUS. "De verdade, na outra ponta, a gente está morrendo", contou, lembrando as mais de 180 mortes em conflito com agentes de segurança no Estado do Rio de Janeiro durante os dois primeiros meses de 2017. Francisco ressaltou o impacto da falta de segurança pública na saúde, com problemas como o de depressão em familiares de pessoas assassinadas. Nesse cenário, a comunicação comunitária tem sido essencial para a sobrevivência. "As redes construídas a partir da comunicação têm garantido a vida das pessoas", afirmou.

     

    À tarde, os participantes reviram e fizeram sugestões de alteração e atualização da “Carta aos?às participantes da 15ª Conferência Nacional de Saúde – Direito à Comunicação e Informação para Consolidar a Democracia e o Direito à Saúde”, assinada pela Fiocruz e outras 20 instituições e apresentada durante a 15ª Conferência Nacional de Saúde, em 2015, e que deu origem a uma Moção de Apoio aprovada na plenária da mesma conferência. O documento produzido a partir das discussões de ontem será levado como contribuição para a I Conferência Livre de Comunicação em Saúde.

    Canal Saúde repete parceria com Mostra de Vídeos Estudantis

    28/11/2016

    Pelo segundo ano consecutivo, o Canal Saúde foi parceiro da Mostra do Audiovisual Estudantil Joaquim Venâncio, evento que reúne alunos na realização e discussão sobre a produção audiovisual.



     

    Pelo segundo ano consecutivo, o Canal Saúde foi parceiro da Mostra do Audiovisual Estudantil Joaquim Venâncio. O evento, realizado desde 2011 pelo Núcleo de Tecnologias Educacionais em Saúde (NUTED) da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), reúne alunos e professores dos ensinos fundamental e médio de escolas públicas na realização e discussão sobre a produção audiovisual. Além de envolver os jovens na produção audiovisual, a Mostra propõe aos alunos refletirem criticamente sobre o papel da imagem na sociedade contemporânea.

     

    Em 2016, a sexta edição da Mostra - que não é competitiva - recebeu e analisou 55 vídeos inscritos, sendo dois espanhóis e três argentinos. Desses, 24 foram selecionados e exibidos no evento, que ocorreu nos dias 23, 24 e 25 de novembro na Escola Politécnica,  no campus da Fiocruz em Manguinhos, no Rio de Janeiro (RJ). Além dos curtas estudantis, foram exibidos dois longas-metragens - “Menino 23” e “Boi Neon” – e realizados debates com a produtora de impacto Rossana Giesteira e com o ator Vinicius de Oliveira

     

    A programação incluiu ainda oficinas dedicadas à exploração lúdica de diversas áreas do audiovisual, como “Sujeitos Luminosos – Neon”, “Games”, “Scanner 3D e Colagem”, “Prática de Teatro-Fórum” e “Representatividade LGBT”. O Canal Saúde ofereceu a oficina de “Realização em TV”. Na tarde do dia 23/11, acompanhados do monitor José Victor e guiados pela jornalista do Canal Saúde, Adriana Nunes, 12 alunos do Ensino Médio visitaram as instalações da emissora. No estúdio, eles conversaram com o apresentador do programa “Canal Saúde na Estrada”, Eduardo Souza, que explicou como funciona a rotina de gravações e mostrou como é elaborado um roteiro de televisão. Já os editores Bruno Ribeiro e Maicon Oliveira contaram como é feito o trabalho de edição – uma das etapas que mais encantou a turma.

     

    Divididos em três grupos, os jovens ainda visitaram a redação de jornalismo, o playout (setor que envia o sinal gerado pela emissora para ser exibido), as ilhas de catalogação e a U.M. – unidade móvel do Canal Saúde.

     

    Assim como em 2015, parceria com a Mostra Joaquim Venâncio envolve também a exibição, no Canal Saúde, dos vídeos que mais se destacaram durante o evento. Os próprios alunos realizadores vão gravar, no estúdio da emissora, as cabeças e chamadas que introduzirão os vídeos durante a programação do Canal.

    Oficina de Comunicação e Saúde integra comemorações da Consciência Negra em Santo André (SP)

    25/11/2016

    O Canal Saúde realizou mais uma edição da oficina de Comunicação e Saúde. No dia 23 de novembro de 2016, a atividade foi realizada em Santo André, cidade na região do ABCD paulista.



    O Canal Saúde realizou mais uma edição da oficina de Comunicação e Saúde, atividade realizada pelo setor de mobilização da emissora.  No dia 23 de novembro de 2016, a atividade foi realizada em Santo André, cidade de 700 mil habitantes na região do ABCD paulista.

     

    O convite partiu da coordenação do Comitê de Saúde da População Negra da Secretaria de Municipal de Saúde. A oficina fez parte das comemorações do dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, no município de Santo André.

     

    Durante uma manhã e uma tarde, a coordenadora de mobilização do Canal Saúde, Nicole Leão, e cerca de 20 participantes, entre técnicos da saúde, conselheiros, agentes comunitários de saúde e profissionais da prefeitura, debateram sobre o desenvolvimento de estratégias de comunicação para a promoção da saúde pública.

     

    Além de temas como comunicação como direito humano, relações entre comunicação e saúde, mídia e SUS, novas tecnologias e redes sociais, a oficina abordou a igualdade racial durante o exercício no qual os participantes, divididos em grupos, criaram estratégias de comunicação digital para combater o racismo institucional.

     

     A oficina de Comunicação e Saúde do Canal Saúde foi realizada na Escola da Saúde Dr. Eduardo Nakamura, em Santo André (SP), durante cerca de oito horas.  A coordenadora do Comitê de Saúde da População Negra de Santo André, Marcia Furquim, elogiou a oficina, mas lamentou a duração. “Pudemos perceber a comunicação como algo a mais do que o repasse de informações. E pensamos em como refletir os princípios do SUS nas ações de saúde e comunicação. Pena que o tempo foi pouco”, disse ela, avaliando a atividade.

     

    Tenho interesse!

     

    Ficou interessado em levar a Oficina de Comunicação e Saúde para sua localidade? Então entre em contato com o Canal Saúde pelo e-mail mobilizacaocanal@fiocruz.br ou então pelo telefone (21) 3194-7712.