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  • Canal Saúde realiza oficina para membros do Comitê da Tuberculose de SP

    06/04/2017

    Nos dias 04 e 05 de abril de 2017, o setor de Mobilização do Canal Saúde realizou mais uma oficina de Comunicação e Saúde, desta vez na cidade de São Paulo (SP).



    Por Nicole Leão

     

    Nos dias 04 e 05 de abril de 2017, o setor de Mobilização do Canal Saúde realizou mais uma oficina de Comunicação e Saúde, desta vez na cidade de São Paulo (SP).

     

    O público foi formado por membros do Comitê Estadual de Controle Social da Tuberculose de São Paulo, instância colegiada que articula governo e sociedade civil para contribuir com as políticas públicas do controle da tuberculose no estadp. Ao todo, 27 pessoas participaram da oficina, entre gestores da saúde, médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e representantes dos vários segmentos da sociedade civil que integram o Comitê.

     

    A oficina foi realizada no auditório do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo. Durante dois dias, a coordenadora de mobilização do Canal Saúde, Nicole Leão, abordou temas como comunicação como direito humano, relações entre comunicação e saúde, mídia e SUS e novas tecnologias e redes sociais. Nas atividades em grupo, os participantes desenvolveram estratégias de comunicação para o combate à tuberculose com populações de risco, como portadores de HIV, tabagistas, pessoas privadas de liberdade ou em situação de rua. A tuberculose é uma das dez maiores causas de morte em todo o mundo, com 10 milhões de novos casos notificados por ano.

     

    A coordenadora de Vigilância em Saúde do Programa de Controle da Tuberculose de SP, Eri Ishimoto, elogiou a oficina. “Foram dois dias intensos de muito debate e reflexão a partir da metodologia de problematização sobre as questões de direitos, saúde e SUS... O processo de construção coletiva do planejamento de comunicação sobre a problemática da tuberculose foi de extrema importância para o grupo, com participação ativa da grande maioria dos mais de 30 presentes”, disse ela, avaliando a atividade.

     

    Já a administradora do Programa de Combate à Tuberculose da Prefeitura do Guarujá (SP), Andréa Bessa, acredita que a oficina provocou de forma didática a discussão de ideias e o enriquecimento cultural da turma. “Desenvolvemos competências como o valor da escuta, a importância da comunicação interna e o aperfeiçoamento do trabalho em equipe”, listou.

     

    Tenho interesse!

     

    Ficou interessado em levar a Oficina de Comunicação e Saúde para sua localidade? Então entre em contato com o Canal Saúde pelo e-mail mobilizacaocanal@fiocruz.br ou então pelo telefone (21) 3194-7712.

    Superintendente do Canal Saúde fala sobre desafios da Comunicação e Saúde durante Conferência Livre

    21/04/2017

    O Canal Saúde esteve representado de diversas formas na 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde, realizada de 18 a 20 de abril, em Brasília.



    Por Nicole Leão          

                                      

    O Canal Saúde esteve representado de diversas formas na 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde, realizada de 18 a 20 de abril, em Brasília. Além de uma série de reportagens e programas especiais sobre o evento, vários colaboradores do Canal acompanharam os debates sobre temas como “informação em saúde como direito”, “novas mídias e o SUS” e “o SUS na sala de aula”.

     

    A superintendente do Canal Saúde, Marcia Corrêa e Castro, foi uma das expositoras da Mesa 1, sobre os “Desafios da comunicação em saúde”. Ao lado do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e da conselheira nacional de saúde Carmen Lucia Luiz (União Brasileira de Mulheres), ela listou quatro grandes desafios pertinentes a esse campo, como estruturar a formação em comunicação nos cursos de saúde e construir a legitimidade social do SUS. “Só é possível construir o SUS se ele tiver legitimidade com a sociedade. Por isso ganhamos a luta do Mais Médicos. É importante fazer esse embate político para fora da nossa bolha”, ressaltou Marcia. “O principal ganho do SUS em 29 anos não está nos indicadores de saúde, e sim na construção de uma plataforma política de cidadania, como, por exemplo, o movimento LGBT ou o movimento de mulheres”, completou.

     

    Segundo ela, os caminhos para a construção de uma narrativa mais ampla em defesa do SUS devem passar por uma melhor comunicação para o público interno do SUS (conselheiros, usuários, trabalhadores) e uma atuação maior nas redes sociais.

     

    Já a fala do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou o monopólio da mídia brasileira e a falta de compromisso desta com a saúde pública. “A concepção da mídia privada é de que saúde coletiva está relacionada somente às ações do Estado - como vigilância, vacinação – e a saúde individual é responsabilidade de cada um”, avaliou Padilha.

     

    Com o slogan “Direito à Informação, garantia de direito à saúde”, a 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde foi realizada pelo Conselho Nacional de Saúde e teve como objetivo discutir estratégias de democratização do acesso da população às informações sobre saúde.

     

    Veja os programas e entrevistas realizados pelo Canal Saúde sobre o evento clicando aqui.

     

     

    Conferência nacional debate Comunicação e Saúde em Brasília

    20/04/2017

    Pela primeira vez, a comunicação é discutida em uma conferência específica do controle social da saúde no Brasil.



    Por: André Bezerra (Icict/Fiocruz)

    Pela primeira vez, a comunicação é discutida em uma conferência específica do controle social da saúde no Brasil. A 1ª Conferência Nacional Livre de Comunicação em Saúde foi iniciada na última terça-feira (18/4), em Brasília, e reuniu conselheiros de diferentes instâncias estaduais, municipais e nacionais, além de comunicadores de dentro e fora do Sistema Único de Saúde (SUS), mas, que, em comum, o defendem como um fundamental direito conquistado pelo povo brasileiro.

    No primeiro dia de mesas de debate, abertas na quarta-feira (19/4), diferentes abordagens de comunicação foram discutidas. Do ponto de vista do acesso e da oferta, a mesa Desafios da Comunicação em Saúde reuniu, entre outros debatedores, Márcia Correa e Castro, do Canal Saúde.

    A segunda mesa, que ocorreu em paralelo, debateu a atuação direta dos profissionais de comunicação em diversas frentes, desde a assessoria de comunicação e a comunicação pública, na sessão intitulada O papel da comunicação na defesa da informação em saúde. Rogério Lannes, coordenador da revista Radis Comunicação e Saúde, destacou o direito à comunicação. “O acesso à informação apenas não garante o direito à saúde”, ressaltou.

    Na mesma sessão, a jornalista e blogueira Cynara Menezes, do site Socialista Morena, abordou a emergência dos meios de comunicação alternativos como contraponto às narrativas hegemônicas no campo político. “Neste momento, há um interesse em enfraquecer a comunicação alternativa, mas ela está conquistando cada vez mais espaço”, ponderou.

    Para ela, o estabelecimento de redes com interesses em comum terá papel fundamental para o fortalecimento de outros pontos de vista. “Não precisamos ter medo das bolhas, e sim utilizá-las em sua capacidade de aproximação, construir redes de contatos entre diferentes perfis de comunicadores e profissionais”, detalhou a jornalista.

    À tarde, uma das mesas enfocou as novas mídias, com a presença do ator Gabriel Estrela, que arregimenta muitos seguidores em seu canal Projeto Boa Sorte, onde, com a hashtag #EuFaloSobre, são abordados temas relativos a viver com HIV e aids. “O grande diferencial do Youtube é a questão do engajamento”, destacou o comunicador, que realiza entrevistas com pessoas de diferentes contextos, desde drag queens a profissionais de saúde.

    Assim como Cynara Meneses, ele defendeu a importância de as novas mídias e redes sociais possibilitarem novas narrativas, por meio de redes e diálogos. “A gente vive num momento de entrelaçamento de narrativas”, afirmou, destacando a troca de experiências de seu canal com outros comunicadores e influenciadores digitais que se destacam na maior rede mundial de vídeos da internet.

    Direitos dos usuários do SUS

    Durante a mesa de abertura da conferência, o Conselho Nacional de Saúde realizou o lançamento da consulta pública da nova Carta dos Direitos dos Usuários da Saúde, um instrumento pelo qual o controle social objetiva promover a cidadania entre a população. O ex-ministro da Saúde Arthur Chioro apresentou os seis princípios da carta original e defendeu sua relevância diante da conjuntura atual. “Não lutamos pelo SUS para que ele se resumisse a planos de saúde”, declarou.

    A Conferência Nacional Livre de Comunicação e Saúde se encerra nesta quinta-feira (20/4), após mais uma rodada de debates e uma plenária final entre conselheiros, gestores e comunicadores. O vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) Rodrigo Murtinho será um dos debatedores da mesa Informação em saúde como direito.